O que usar para adoçar o café, o suco ou o chá? Conhecendo o prejuízo do açúcar o uso de adoçantes artificiais torna-se muito comum, mas será que eles são seguros ou até benéficos para a saúde cognitiva?
A relação entre o consumo de adoçantes e a doença de Alzheimer é um tema quente em pesquisa, e hoje vamos desvendar esse assunto de forma simples e baseada em evidências.
O Dilema do “Doce sem Açúcar”
Para pessoas que buscam evitar o consumo de açúcar (muitas vezes devido ao diabetes ou controle de peso), o adoçante parece a solução perfeita. No entanto, a ciência tem levantado algumas bandeiras amarelas.
O Risco dos Adoçantes Artificiais

Muitos estudos se concentram em como os adoçantes afetam o metabolismo e a saúde cerebral.
- Impacto Metabólico: Alguns adoçantes, como a sucralose e o aspartame, podem, paradoxalmente, influenciar negativamente o controle da glicemia e a tolerância à glicose, mesmo sem conter calorias. O desequilíbrio metabólico é um fator de risco conhecido para o Alzheimer. Portanto, não se trata apenas de calorias, mas de como o corpo reage.
- Saúde Vascular e Cognição: Uma grande pesquisa epidemiológica publicada em 2023 sugeriu uma associação entre o consumo de adoçantes artificiais (especialmente aspartame e sucralose) e um aumento do risco de doenças cardiovasculares, incluindo o Acidente Vascular Cerebral (AVC). A saúde vascular é diretamente ligada à saúde cognitiva; o que é ruim para o coração, é ruim para o cérebro (Debras et al., 2023).
Dica de Cuidado: A recomendação é priorizar o paladar natural. Diminua gradativamente a quantidade de qualquer tipo de adoçante (açúcar ou artificial). Afinal, acostumar o paladar com menos doce é a melhor prevenção.
Idosos com Demência: Gerenciando o Uso de Adoçantes
Para o cuidador de idosos com Alzheimer ou outras demências, o foco principal é a segurança, a aceitação alimentar e evitar a perda de peso.
Prioridade: A Aceitação e a Rotina
- Risco de Confusão: Em quadros de demência, a introdução ou a troca constante de sabores pode gerar confusão e resistência alimentar. Se o idoso já consome um tipo de adoçante ou açúcar e a substituição causa rejeição alimentar, é preciso reavaliar. Por essa razão, manter uma rotina e sabores familiares é, muitas vezes, mais importante do que uma mudança drástica.
- Interações com Medicamentos: Embora raro, alguns adoçantes podem interagir com medicamentos. Sempre verifique com o médico ou nutricionista da família.

Moderação é a Chave
Seja para prevenir ou para gerenciar o Alzheimer, a moderação no consumo de qualquer tipo de adoçante (inclusive açúcar) é o caminho mais seguro. A prioridade é sempre a hidratação e nutrição adequadas do seu familiar ou paciente.
Conclusão: O ideal é sempre conversar com a equipe médica e nutricional que acompanha o idoso para tomar a melhor decisão personalizada sobre o uso de adoçante.
Referências:
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